sexta-feira, 22 de abril de 2011

Bullying em casa


Por Edson Joel

Ao retornar de um passeio com direito a lanches no McDonald e compras de ovos de páscoa, Bruninho, meu neto de 6 anos, queixou-se com o irmão, Leonardo, de 10.

- Leo, a gente tinha como objetivo brincar na casa do vô com o nosso computador. A gente está indo pra casa e nem abrimos o note?

Realmente, de início, o plano era trazê-los pra casa e nos divertirmos com os jogos no computador que os dois compraram com seu próprio dinheiro. Durante 5 meses eles recusaram todos os brinquedos de aniversário, dia das crianças, natal e outros eventos e, no lugar, pegaram dinheiro. Em pouco tempo compraram seu próprio note, substituindo o antigo desktop que o Bruno dizia ser muito lento.

Sentados no banco traseiro do carro, Leonardo tentou convencer o irmão que a reclamação era injusta.

- Bruno, analisa bem. Viemos na casa do vô, fomos ao McDonald, compramos ovos de páscoa e zuamos a loira. O que você queria mais?

Leonardo se referiu a minha esposa, que é loira, normalmente também chamada de Cruela pelas minhas filhas, suas enteadas.

- É, você tem razão. Foi divertido mesmo – concluiu o Bruninho com um sorriso sarcástico e, provavelmente, se lembrando das piadas de loira que eles adoram contar pra ela todas as vezes que a encontram.

- Isso é bullying! – protestou a minha esposa, no banco da frente. 
Rimos durante muito tempo.

Responda: Na rua tinha uma nota de R$ 100,00. Por ela passaram o papai noel, o coelhinho da páscoa, uma loira esperta e uma loira burra. Quem pegou o dinheiro? Resposta: a loira burra porque papai noel, coelhinho da páscoa e loira esperta, não existem.