quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Inflação pode disparar?

Combustíveis e energia podem subir

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, de muito vem se queixando que os preços dos combustíveis praticados estão aquém do mercado internacional e que reajustes são necessários. Os preços, na verdade, são artificiais, subsidiados pelo governo (quer dizer, o povo está pagando) tal e qual os preços da energia. Sem competência - marca registrada de governos que loteiam cargos que deveriam ser ocupados por técnicos - cada vez mais o estado interfere na economia causando danos tanto para iniciativas privada e pública. 


O fraco Guido Mantega nega que faltam recursos para investimentos na Petrobras e que não há razões para a empresa aumentar os preços que, desde 2006, o governo intervém artificialmente para manter os preços abaixo da cotação internacional. A Eletrobras teve suas ações em queda - despencou quase 20%, a pior de toda sua história. O pífio crescimento do PIB, retração na produção industrial e a inflação,  em outubro de 5,45%, assustam os economistas. 

Os antecessores de Dilma utilizavam a elevação da taxa de juros como mecanismo para conter a inflação, deixando que o mercado se resolvesse. Ela usa o controle de preços da gasolina e redução de tarifas de energia. Esse é o perigo. Os setores já alertaram que vão explodir. E, pior, com a previsão da taxa de juros em torno de 8% - estímulo ao consumo - a inflação pode explodir também.

Em outubro, a zona do euro registrou uma inflação de 2,49, Espanha 3,48%, Estados Unidos 2,16%, Grã-Bretanha 2,64, Portugal 2,13.

As últimas notícias dizem que o governo já está disposto a aceitar uma inflação de até 6,5%.