sábado, 12 de janeiro de 2013

Mais um escândalo envolve diretor indicado pelo PT


Revista Época

Um novo dirigente do governo é acusado de desviar R$ 4,6 mi do BVA

Indicado pelo PT, o diretor do novo fundo de pensão do governo é acusado pelo Banco Central de embolsar dinheiro desviado do banco que está sob intervenção

DIEGO ESCOSTEGUY E MURILO RAMOS, COM MARCELO ROCHA
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O DESVIO O economista Humberto Pires Grault Vianna de Lima. Ligado ao PT, ele foi escolhido para gerir o novo fundo de pensão dos servidores públicos federais, o Funpresp.  (Foto: Regis Filho/Valor/Folhapress)
O economista Humberto Pires Grault Vianna
de Lima. Ligado ao PT, ele foi escolhido para
gerir o novo fundo de pensão dos servidores
públicos federais, o Funpresp.
(Foto: Regis Filho/Valor/Folhapress)
Em setembro do ano passado, o governo Dilma, atendendo a uma antiga reivindicação de uma ala do PT, criou um fundo de pensão para os servidores públicos federais. O fundo, batizado de Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal), cuidará da aposentadoria dos concursados que começam a trabalhar em 2013. Os atuais servidores também podem aderir: são ao menos 490 mil potenciais clientes, distribuídos entre funcionários do governo federal, do Congresso, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União. Numa tentativa do governo de diminuir a hemorragia financeira da Previdência pública, cuja conta não fecha faz tempo e só piora com os anos, esses novos servidores, se quiserem uma aposentadoria à altura dos excelentes salários que recebem, deverão contribuir para o Funpresp, como acontece com os trabalhadores de empresas privadas. Espera-se que a adesão seja rápida e significativa, a tal ponto que, em 20 anos, o patrimônio do Funpresp alcance R$ 160 bilhões, tornando-o um dos mais ricos fundos de pensão do país – e, desde já, um dos mais cobiçados tesouros da República.