quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

“Banqueiro de Deus” revela trama diabólica

Esta não é uma matéria recente, mas diante da renúncia do Papa Bento 16, tornou-se leitura quase que obrigatória já que envolve ilicitudes praticadas dentro do Banco do Vaticano e um provável sucessor papal. 

Ettore Gotti Tedeschi, ex presidente do Banco do Vaticano

Bento 16 ficou de batina justa com os documentos encontrados na casa de Tedeschi.
Polícia encontra na casa de Ettore Gotti Tedeschi, ex-presidente do Banco do Vaticano, um dossiê que dizia: “Se me assassinarem, esta é a razão da minha morte.” Escândalo mancha o pontificado de Bento 16.

Via Brasil 247

Um documento obtido pela polícia italiana na casa de Ettore Gotti Tedeschi, ex-presidente do Banco do Vaticano, amplia um dos maiores escândalos de todos os tempos na Igreja Católica. Era um pequeno pacote, com vários documentos, onde se lia: “Se me assassinarem, esta é a razão da minha morte.” Ou seja: o “banqueiro de Deus” temia ser assassinado por homens da própria igreja.

Tedeschi comandou o Instituto para as Obras da Religião (IOR), mais conhecido como Banco do Vaticano, entre setembro de 2009 e maio deste ano. Saiu em meio a um escândalo de vazamentos da Santa Sé, que já vem sendo chamado de “VatiLeaks”, numa referência ao site WikiLeaks.

Agora, sabe-se que Tedeschi tentou se proteger contra um possível assassinato. Seus dossiês citam o cardeal Tarcísio Bertone, sempre cogitado como possível papa, e o secretário particular de Bento 16, George Ganswein, como personagens envolvidos em operações financeiras irregulares.

De acordo com as investigações, o Banco do Vaticano é acusado de funcionar como uma grande lavanderia, incrustada na capital romana, que se presta à lavagem de recursos da máfia e também de donos de grandes fortunas, que mantêm recursos na Suíça.

Um dos responsáveis pelas denúncias é o jornalista Gianpaolo Nuzzi, que escreveu dois livros sobre o caso. O primeiro se chama Vaticano S/A e já foi publicado no Brasil. O segundo, intitulado Sua Santidade, continua inédito.