sábado, 6 de abril de 2013

Consciência no lugar de leis.



O Estado obriga que pais matriculem seus filhos aos 4 anos de idade na pré-escola púbica e dá prazo até 2016 para que estados e municípios se organizem para oferecer as vagas necessárias para esta nova clientela. Antes a obrigatoriedade era aos 6 anos.

A questão a ser discutida é a necessidade da existência de lei para obrigar os pais matricularem seus filhos. Eles vão obrigados para as salas de aulas - por força de lei e ameaça de prisão aos pais - mas, desinteressados em aprender. 

Afinal, pra que estudar se existe lei - a mais canalha entre todas - que obriga a escola "passar o aluno" mesmo que ele nada tenha aprendido? Hipócrita quem criou, aprovou e instituiu métodos e sistemas que "jogaram" alunos dentro da sala de aula e tiraram a autoridade dos professores que hoje são xingados, chutados, violentados com armas e cadeiradas. Os alunos do fundamental de escolas públicas terminam seu ciclo sem se alfabetizar. No médio os danos são maiores e todas as avaliações realizadas com esses estudantes demonstram que são ignorantes em todas as matérias.
 
Os modernos métodos pedagógicos propostos para o submundo da educação no Brasil funcionam na Finlândia, Coreia do Sul, China, Japão, Suíça. Suécia onde os alunos demonstram interesse em aprender. Porque? Porque os pais transmitiram um mínimo de base cultural, respeito, responsabilidade aos filhos. Consciência no lugar de leis.

O mesmo abandono na educação de base repete-se com a mesma gravidade nas universidades públicas. O Ministro Miojo Mercadante, diante da greve dos mestres universitários, provou que antes de chegar ao poder o discurso era um. Agora é igual aos dos antecessores que tanto criticou. Isso se chama canalhice.  

Enquanto formos um país que necessita de leis para que gestantes, idosos e deficientes sejam respeitados nas filas e que obriguem país a matricularem seus filhos nas escolas - quando o necessário seria apenas consciência - estaremos na rabeira do mundo, em tudo.