quarta-feira, 1 de maio de 2013

Pra que serve

Foto: Leo Angelo Souza
Emdurb: é preciso rediscutir o papel da entidade no contexto público

Do Portal Zap Notícias

A Emdurb foi criada em 1987 com o objetivo de fomentar o desenvolvimento da cidade. Foram 26 anos de inépcia, sem ter feito praticamente nada, exceto criar o monstro da indústria de multas que dizimou os marilienses durante quase uma década em governos passados, criando clima de terror e medo no trânsito. Muito mais atuou como ente punitivo do que preventivo, como constava do projeto que criou o GAT. Foi a voz soberana do vereador Eduardo Nascimento, na época, que retirou o poder repressor do GAT e amenizou a chibata predatória de arrecadação de recursos e manutenção da inchada estrutura da Emdurb por meio de multas. Passadas quase três décadas, a Emdurb ainda não encontrou seu foco. Serve apenas como cabide. Mais do que isso, não cria políticas públicas de apoio à habitação, trânsito, manutenção de serviços, dentre outras a que seu estatuto permite atuar. Pior, toda folha de pagamentos é mantida pela prefeitura. Ali, ou se promove uma intervenção profissional, energia, revendo seu valor e missão ou se promove o fechamento com aproveitamento de funcionários de carreira, por sinal, extremamente competentes, em outras secretarias. Piada de mau gosto reunir 11 mil famílias, cadastra-las depois de longas filas e dias afins, e sortear - olha o termo mais desproposital e desrespeitoso - meia dúzia de casas dentre aqueles que ingenuamente acreditam que de fato a Emdurb realizará o sonho da casa própria na vida de cada um. E a contratação do engenheiro de trânsito, importado de Araraquara, para cuidar de Marília, em que se revele altamente competente, quando temos a Policia Militar a realizar excelente trabalho na cidade, com muito mais capacidade e efetivo, é outro nó engasgado.