sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O socialismo bolivariano não durou muito


O legado de Hugo Chavez

A herança deixada por Hugo Chavez é maldita. Depois de 14 anos governando o país com seu "socialismo bolivariano", a exportação continua pífia, a produção de petróleo caiu, a violência atingiu níveis insuportáveis transformando-se no país mais violento do mundo, a inflação passa dos 56%, faltam produtos nas prateleiras, há racionamento de energia e as instituições estão desacreditadas.

A política econômica catastrófica levou o país a um sério desabastecimento de produtos. Falta tudo. Tumultos são frequentes em supermercados onde se briga por um frango congelado ou rolos de papel higiênico. O exército controla a entrada de consumidores. A moeda foi desvalorizada em 30% e a inflação dispara além dos 56% registrados em 2013. 

Grande parte do seu produto interno bruto - mais de 30% - é desviado para Cuba e países em que Chavez tinha interesse em expandir sua revolução, como financiar campanhas de Cristina Kirchner, Morales e Daniel Ortega ao invés de investir no setor elétrico que entrou em pane.

Pior que os apagões frequentes, o governo teve que assistir a paralisação da economia exclusivamente por falta de energia. Na TV o "comandante" obrigou que os venezuelanos tomassem banho de 3 minutos e fosse ao banheiro, de madrugada, com lanterna ou vela. Para se justificar, alegava sabotagem e culpava os "inimigos da revolução".

Na contra mão do mundo, Chavez estatizou. Os investimentos externos sumiram com as constantes desapropriações. Lojas são tomadas pelo governo e seus produtos distribuídos ao povo.

Em 1 999, quando o chavismo assumiu o governo, o país registrava 25 mortes por homicídio por 100 000 mil habitantes, próximo de 6 000 mortos no ano. Em 2011 esse número subiu para 67 mortes violentas por 100 000 habitantes, isto é, 20 000 mortos no ano. Em 2013 esse número disparou para 25 000 mortos, quase cinco vezes mais que em 1998. A Venezuela só perde, em violência, para Honduras e El Salvador. Os criminosos lá nunca são presos, segundo relatório dos Direitos Humanos do país. Cerca de 96% dos casos de homicídios os criminosos não são julgados.

O desastre chavista passou pelas instituições desmoralizadas. Uma nova constituição proposta por Chavez concedeu-lhe mais poderes, "fechou" o senado e o judiciário tornou-se submisso. Tal e qual as forças armadas que "garantiram" a posse de Maduro eleito sob suspeitas de fraudes.

Com a imprensa dominada, restou fechar o único canal de TV que lhe fazia oposição, a RCTV e obrigar a Globovision ser vendida a seus aliados. Os jornais que lhe faziam oposição ficaram sem papel.

O socialismo bolivariano não durou muito e seu legado é maldito. 
 As promessas que levaram Chavez ao poder agora destronam seus idealizadores. Não funcionou.
Nicolás Maduro - o troglodita - que o diga.