segunda-feira, 10 de março de 2014

Com desabastecimento Maduro lança cartão de racionamento



O presidente da Venezuela confirmou que as famílias terão "cartão de banco eletrônico" para comprar produtos em lojas do governo que vendem alimentos e eletrodomésticos. O problema é que as lojas do governo - tomadas de empresários - e mesmo as privadas, não tem nada mais para vender. Falta tudo. Ele acredita que esse sistema esmagará os especuladores. 

O programa vai além: vai doar casas, motos e carros para os que se inscreverem. Só não disse de onde virão os recursos já que o país está falido, inflação de 56%, nível altíssimo de violência e total desabastecimento. Para se comprar um franco congelado o cidadão entra na fila as 2 horas da manhã. Para mascarar a incompetência do sistema desenvolvido por Hugo Chavez, culpa-se os empresários.

O modelo vem de Cuba que, desde 1963, tenta fiscalizar a venda de produtos básicos por preços subsidiados. Enquanto entrava dinheiro da extinta União Soviética Fidel Castro conseguiu aplacar a ira do povo pelo racionamento de todos os produtos. Batata, creme dental e sabonete saíram da lista e são comprados no mercado negro a preços exorbitantes. Com o salário baixo de U$ 20 as famílias, mesmo para o consumo mínimo dependem da ajuda de parentes que fugiram para Miami. Lá em Cuba eles dizem que para sobreviver é preciso ter "fé", cujo significado é "família no exterior".