terça-feira, 14 de outubro de 2014

Después de Raul, ¿cómo será el futuro de Cuba?

Como será Cuba, depois de Raul

Em 1959 os guerrilheiros cubanos, liderados por 
Fidel Alejandro Castro Ruz, derrubam o presidente Juan Fulgêncio Batista e tomam o poder. Milhares de civis opositores aos revolucionários foram fuzilados no "paredon", execuções comandadas por Che Guevara. Che, falando nas Nações Unidas, afirmou: os fuzilamentos sim, vamos continuar fuzilando qualquer que se opuser a revolução.

A revolução prometia tudo o que o povo pedia: liberdade, trabalho, comida e uma vida estável com o futuro garantido às novas gerações.

Mas, 56 anos depois, a revolução comunista avançou para uma feroz ditadura, sem liberdades de nenhum tipo, imprensa e TVs oficiais e total controle de todas as atividades produtivas no campo ou na indústria e comércio, bem típico de regimes totalitários. O resultado previsível foi alcançado: baixa produção agrícola, industrial e comercial. Somente mais recentemente a população vem obtendo o direito de manter um pequeno restaurante ou simples e precário comércio de produtos, sempre em falta. Alfabetização e menor taxa de mortalidade infantil são orgulhos para o regime castrista. Nada mais.

As compras só podem ser feitas com cupons do governo e nas estabelecimentos indicados pelo Estado. As quantias são limitadas e a subsistência é possível graças à "fe". Neste caso "fe" é família no estrangeiro que manda dólares. O cubano mora em cortiços da época do capitalismo. O salário não passa de U$ 20 por mês para um funcionário público ou U$ 50 para um médico. Hospitais falidos, sem medicamentos e insumos, o próprio paciente se obrigado a levar roupas de cama e material de limpeza. 

Há total desesperança porque, cinco décadas depois, os líderes da revolução cubana continuam culpando o bloqueio americano como justificativa pelo avanço pequeno. Não há chances de oposição. Todos são fuzilados ou mantidos no cárcere. Prisioneiros políticos.

Raúl Modesto Castro Ruz assumiu, substituindo o irmão Fidel (hoje com 88 anos) a presidência do Conselho de Estado desde 28 de fevereiro de 2008. Acontece que Raul tem 83 anos e já anunciou que terminará seu novo mandato de 5 anos - não há eleição direta no país desde 1959 - e deixará o poder.


Miguel Díaz-Canel Bermúdez, 53 anos: sucessor?
Raul Castro, 83 anos: o último ditador?
Fidel Castro, 88 anos: revolução fracassada.
No seu lugar deve assumir o atual vice-presidente do Conselho de Estado, Miguel Diaz-Canel Bermúdez, um professor universitário de 53 anos, muito calado na política. Se calar diante dos Castros é uma virtude que lhes chama a atenção.

Mas o que será de Cuba, sem Fidel e Raul, nas mãos de um "revolucionário" que viveu as penúrias do sistema com muita escassez e carência de liberdade, tão corrupto quando seus similares na extinta União Soviética e Alemanha Oriental?

O modelo do socialismo de Cuba já deu frutos na Venezuela: um país falido, com desabastecimento, violência, insegurança e sem liberdades. Idem se repete na Argentina. No Brasil essa ideologia já está condenada.

Miguel repetirá a China, comunista só no sistema política e capitalista ao extremo?
A venda de celulares em Cuba começou faz 5 anos. Internet em casa, nem pensar. E só existem 168 lan-houses na ilha. Os últimos redutos socialistas são na Coreia do Norte, paupérrima e dirigida por um maluco e, em Cuba, comanda por dois velhotes assassinos.

Penso que Miguel não esperará os Castros serem enterrados para começar o capitalismo cubano do século 21.
Comunistas são apenas os pseudo-ideólogos, sentados num escritório com ar condicionado, beira mar ou nas montanhas, cercado de computadores conectados com o mundo, contando dinheiro roubado de mensalões e petrolíferas e vociferando contra o capitalismo selvagem.

Capitalismo ou muerte! Querem apostar?
Prefiro que Yoany Sánchez me responda.


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