quinta-feira, 26 de março de 2015

Professores do PT contra a inflação da Dilma


Por Edson Joel

A greve dos professores ligados a Apeoesp reivindica aumento salarial considerando que a inflação perversa disparou o aumento generalizado de preços em todo país. A inflação para 2015 é prevista para atingir a casa de 8%, bem acima dos 4,5% objetivados pelo governo.

Se está claro que a política econômica nacional é executada pelo governo federal e Dilma Rousseff é a responsável direta pelo caos no setor, porque nenhum cartaz da Apeoesp lembra que a inflação é causada pela governante petista? Na verdade a paralisação é contra a inflação da Dilma, mas o nome a ser xingado será outro, certamente. O discurso sindicalista é, no mínimo, neste caso, sem transparência.

A mobilização é considerada fraca na maioria das cidades do estado paulista. Para Geraldo Alckmin apenas 2,6% dos professores aderiram. A Apeoesp fala em 70%. Nesta disputa, certamente a verdade é a primeira vítima, mas considerando a normalidade das escolas paulistas, o número dado pelo sindicato é falso. Na região de Marília fala-se em paralisação na sexta feira. Quase a totalidade dos diretores não aderiu ao movimento.

Levantamento em todos os estados brasileiros mostra que o piso salarial paulista é 26% maior que a média nacional e o último reajuste foi concedido em agosto de 2014. O governo paulista diz que nos últimos 4 anos os professores receberam 45% de aumento contra uma inflação de 25%. O sindicato também protesta pelo fechamento de salas e por outros benefícios.

A Apeoesp recebe cerca de R$ 45 por mês dos professores sindicalizados. Sabe-se que o estado de São Paulo tem cerca de 500 mil profissionais e caso o sindicato tenha em sua lista pelo menos 250 mil deles, a arrecadação mensal total seria de R$ 11.250.000,00 ou seja, 135 milhões por ano, dinheiro suficiente para promover uma greve por dia.

Novas manifestações populares contra o caos politico, econômico e social no Brasil vem vindo por aí. Que tal a Apeoesp pegar uma carona e protestar juntos Fora Dilma? Pelo menos seriam mais coerentes.