quarta-feira, 5 de agosto de 2015

José Dirceu ocupa cela com dois contrabandistas. Partido não se manifesta sobre a prisão.

Foto Fatoonline

Por Edson Joel

O poderoso chefão do governo Lula está em Curitiba, detido numa cela da sede da Polícia Federal, para onde foi levado depois de preso em Brasilia pela Operação Pixuleco, da Lava Jato, que apura a corrupção desenfreada em todo país.

Zé está numa cela junto com dois contrabandistas, mas na mesma ala onde já se encontram o doleiro Alberto Youssef e os ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada. Ele está sendo investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, prática que manteve mesmo preso na Penitenciária da Papuda por conta da condenação no processo do Mensalão. Luiz Eduardo de Oliveira, irmão de Dirceu, está em outra cela.

A PF evita coloca-los na mesma sala para evitar combinação de respostas. 

Na chegada de Zé à sede da Polícia Federal, em Curitiba, uma multidão xingou o ex-ministro e comemorou com fogos de artifício. 

A alta cúpula do PT evitou qualquer abordagem sobre a prisão de Dirceu para evitar associa-lo à crise política que já é imensa. O mais importante e influente membro do Partido dos Trabalhadores e mentor das maiores fraudes na história brasileira pode não suportar uma nova condenação e entregar seu chefe. Aos mais próximos ele já disse que, desta vez, não cai sozinho. Ele sabe que diante de uma montanha de provas dificilmente escapará de uma condenação mais pesada.

O seu partido limitou-se a emitir uma nota afirmando que as doações foram legais e registradas. O que a justiça mostra é que o "dinheiro legal" recebido pelo PT veio de fontes ilegais. A PF investiga mais de 33 ligações de doleiros delatores para a sede do partido. Ninguém comenta mas, entre os petistas corre a conversa de que Zé Dirceu mantinha esquemas para benefício próprio.

Os únicos que ainda acreditam no "mito Dirceu" devem ser os quase 4 mil patéticos que participaram da vaquinha do Zé. E, por obrigação de ofício, seus advogados que se limitam a dizer que "a prisão de José Dirceu foi desnecessária" ou que ."não há motivo relevante para a transferência do peticionário para Curitiba".

Moro afirmou que Dirceu já vinha recebendo propinas da Petrobras há 10 anos.