domingo, 15 de maio de 2016

Rosberg, Hamilton, Vetel ou Felipe Nars?

Banco do Brasil: R$ 40 milhões por duas temporadas na Sauber
Por Edson Joel

À frente, Nico Rosberg, Lews Hamilton e Vetel disputam  milésimos de segundos para chegar nas primeiras posições e você não entende porque Galvão Bueno insiste em narrar sucessivas voltas de Felipe Nasr, nas últimas colocações. Durante mais de 10 voltas as câmeras focalizam os carros da Sauber de Felipe e Marcus Ericsson e os comentários de Reginaldo Leme e Bueno ficam sobre as habilidades do piloto brasileiro que saiu da Willians - onde era piloto de testes - para dirigir um Sauber na temporada de F1. Os dois carros da Sauber tem patrocínio do Banco do Brasil, algo em torno de R$ 40 milhões, por duas temporadas. Condição contratual: se a Sauber tirar Nars o Banco do Brasil tira o dinheiro da equipe.

Na Fórmula 1 qualquer exposição de marca ou produto custa muito dinheiro. Os carros e uniformes de pilotos são carregados de patrocinadores. Mas, o patrocínio principal está timbrado nas laterais dos carros, com maior visibilidade.

Porque a FOM, Formula One Management, responsável pelas transmissões de todos os eventos da F-1, teria tanto interesse em mandar para o mundo imagens de dois pilotos, sem peso e pilotando dois carros sem muito futuro na temporada, durante mais de 10 voltas? Não seria mais lógico focar nas disputas dos primeiros colocados?

Bem, no campo da propaganda e publicidade funciona assim: aquelas imagens do piloto brasileiro só foram transmitidas para o Brasil, de acordo com o interesse do patrocinador. A Globo negociou com a FOM a "compra" de câmeras exclusivas para o Brasil, para cobrir determinado número de voltas completas do piloto nacional com marca do Banco do Brasil. Além de pagar milhões para a FOM, o anunciante também pagou para a Globo para expor os seus carros durante 10 ou mais voltas, enquanto a briga corria solta nas primeiras posições.

O fato novo poderia criar um clima nacionalista - um novo ídolo nas pistas - e ajudar a desbloquear o travamento político e econômico que o país vivia, na época desse investimento do Banco do Brasil. Quem pagou a conta foi você.