sábado, 5 de abril de 2014

Pesquisa do Ipea estupra a verdade


O Ipea, Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, do Governo Federal, publicou uma nota admitindo que errou quando publicou que 65,1% dos entrevistados em sua pesquisa concordaram com a pergunta "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas". De acordo com o instituto, o percentual correto é 26%.

Isso provocou alvoroço nas redes sociais e campanhas de mulheres semi-nuas dizendo que não querem ser violentadas. Os "pesquisadores" deste instituto - que deveria estar atento a economia - erraram feio. Tanto que Rafael Guerreiro Osório, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, pediu demissão.

O erro foi absurdamente grosseiro para quem trata do assunto e, de repente, o Brasil virou país de estupradores. 

Os números desta pesquisa do Ipea, na verdade, mostram o contrário do que eles mesmos publicaram. Cerca de 91,4% dos pesquisados disseram que concordam que homem que bate na própria mulher deveria ser preso e 81,1% não concordam que mulher que apanha deve se calar para preservar os filhos.

A pesquisa foi realizada entre maio e junho do ano passado e ouviu 3.810 entrevistados dos quais 66,5% são mulheres. O erro foi considerado clamoroso, irresponsável e grotesco. Mas, logo que foi publicado, Dilma e suas ministras entraram em campo "apoiando" as mulheres. Parecia bandeira de campanha política. Pelas redes sociais lançaram-se em defesa das brasileiras desprotegidas e, no final, acabaram estupradas pelo Ipea.

Osório pediu demissão e junto com ele deveria seguir Marcelo Neri, um petista de carteirinha e o presidente do Instituto. No ano passado, diante de um crescimento econômico pífio Neri, em defesa de Dilma, disse que "o Brasil optou por um crescimento de qualidade" tentando justificar a péssima gestão econômica e um PIB de 1%. Claro, virou piada. Estuprada.

PS: O Ipea tem uma "filial" na Venezuela e realiza pesquisas de apoio para o governo do país. As pesquisas nunca mostram que a inflação é altíssima, que há desabastecimento e o descontentamento é geral.