segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Antropológico

Daniel 

Dani, um dos meus netinhos, é carismático e vive cercado de garotas adultas na escola, onde faz sucesso. Então, instintivamente, se permite aos carinhos melosos acompanhados de elogios. Em qualquer festa ele sempre é visto recebendo beijinhos, das mocinhas. Seu vocabulário é rico e ele consegue se expressar com facilidade. Ontem ele me contou um segredo.

Cercado de mistérios - que mistério há num bebê de 3 aninhos? - aproximou-se e confessou ter visto a calcinha da Bruna, uma garota sorridente - e descuidada - de 17 anos. Fiz ares de surpresa e ele continuou a narrativa secreta concluindo que a peça íntima da mocinha era rosinha. Pra cada reação minha, de surpresa, ele se animava a contar mais detalhes do grande acontecimento. 

- Era rosinha? 
- Sim, era rosinha de oncinha. 
- E como você viu?
- Ela estava descendo do carro.
- E você estava fazendo o que?
- Eu estava esperto, vô - disse, com um sorriso de safado.

Puramente antropológico!