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quarta-feira, 23 de março de 2016

Líder negro desmascara os falsos libertadores

Fernando Holiday, 20 anos: "quem defende cotas é racista"

Por Edson Joel Hirano Kamakura de Souza
         
Contra o discurso de um jovem negro que não aceita cotas e políticas públicas que os tornam mais escravos ainda, pseudo intelectuais, como o advogado Silvio de Almeida e Eliane Oliveira (professores universitários ligados a movimentos negros) insurgem-se com análises e acusações: "Fernando Holiday está ratificando o pensamento dominante (dos brancos) e se comporta de acordo com certas expectativas" - diz Almeida, que é presidente do Instituto Gama, um grupo de militantes que atua, com ênfase, em defesa dos negros.

Fernando Holiday, o menino negro de 20 anos de idade diz que "o governo se demonstra preconceituoso quando institui cotas raciais, porque está admitindo que os negros precisam roubar vagas dos outros. Isso não é justo. Não preciso roubar vaga de ninguém" , discursa. Para ele, dar vagas para alunos negros e pobres, mesmo com notas menores, não é democratizar a educação, como pretendem defender seus acusadores e defensores de esmolas, também negros.

Porque muitos aceitam migalhas oferecidos pelo Estado bondoso quando podem e devem
exigir posturas que lhes permitam crescer e participar com dignidade?

Não se rompe os "privilégios" de estudantes brancos com bondosas cotas aos negros - em troca de votos -, mas com educação de qualidade, independente de cor e que permita um acesso digno as universidades, para todos. Os contrários a fala do menino negro apelam sempre para um mesmo argumento: reparação histórico-social.

- Por que negro pobre precisa de mais benefício do que branco pobre? - pergunta Fernando Holiday, em um dos vídeos. - Ah, entendi. O governo está falando que o preto é mais burro do que o branco. O negro não precisa roubar a vaga de ninguém e a gente consegue entrar por mérito - pensa e dispara Holiday.

Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, chegou ao posto máximo do judiciário, por seus próprios méritos. O exemplo do ex-presidente do STF desmente os defensores de cotas. "Não se pode falar em meritocracia diante de tanta desigualdade" defendem-se. A muleta de sempre. O paternalismo estatal, na verdade, torna os negros escravos, novamente.

Para Silvio Oliveira “uma concepção que fomenta a competição entre desiguais irá beneficiar aquele sujeito cujo capital cultural e financeiro está em superioridade em relação a muitos outros que não tiveram as mesmas oportunidades na vida".

Joaquim Barbosa, quando chegou a Brasília  na década de 70, vindo de uma pequena cidade mineira, trabalhava numa gráfica de madrugada para estudar durante o dia. Quarenta anos depois assumiu o mais alto posto no judiciário nacional depois de ter sido faxineiro. Não aceitou favores. Seu sucesso foi sua determinação.