Mostrando postagens com marcador cemitério de políticos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cemitério de políticos. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de julho de 2013

Maracanã, a desgraça anunciada

Perspectiva do Maracanã na final da Copa 2014: palco de um espetáculo para ricos
O templo do futebol virou símbolo da corrupção

Maracanã, 1950: palco da vitória Uruguaia
Construído em 1950 para sediar a primeira Copa do Mundo pós Segunda Guerra Mundial, o Maracanã foi palco da derrota da seleção canarinha para o Uruguai numa final emocionante e marcantemente dolorida para os brasileiros. O templo do futebol abrigou os jogos mesmo inacabado. O Brasil foi "escolhido" pela Fifa porque foi o único país que se ofereceu para sediar os jogos já que a Europa inteira estava destruída pela guerra que terminou em 1945.

Em cima da hora: o hábito continua
Em 2013 o Maracanã tornou-se ícone da corrupção e exemplo de investimento não prioritário. Enquanto os brasileiros morrem nas filas dos hospitais e seus filhos mal sabem ler ou escrever por falta de escolas ou de qualidade na educação e o povo morre em assaltos, a tiros ou queimados vivos, o governo federal de Lula e Dilma investiram mais de 28 bilhões de dólares na reforma e construção de estádios.

Milhões saíram as ruas em gigantescas manifestações contra um sistema político falido responsável por corrupção de mensalões e descaso com a população. Não é a toa que a classe política, como um todo, foi alvo dos protestos, independente de siglas partidárias. Na última pesquisa divulgada esta semana, Dilma despencou de 55% para 31% das aprovações entre ótimo e bom. E, como um rojão, subiram os descontentes de ruim e péssimo na avaliação do seu governo. 

O governador do Rio, Sérgio Cabral, um peemedebista fisiologista e malandro, caiu para 12% de aprovação entre os cariocas. O Rio tem o terceiro maior colégio eleitoral do país. E lá, como cá, os protestos não param. 
  
O Maracanã, escolhido como palco para os jogos finais da Copa de 2014, foi reformado ao custo de R$ 1,2 bilhão - quando, originalmente, o orçamento previa R$ 300 milhões - tornou-se símbolo do mau uso do dinheiro público. Até se concluírem todos os investimentos diretos com estádios e serviços agregados, o valor investido em todos os estádios passará de 35 bilhões de dólares. O pobre não terá acesso aos jogos considerando os preços exorbitantes dos ingressos.

O templo, que era do futebol, vai se transformar em cemitério de políticos porque, até 2014, os protestos vão continuar.