sexta-feira, 25 de março de 2016

Atraso escolar persistente

Distorção idade-série continua alta mesmo após dez anos do último estudo

Por Marina Kuzuyabu

A distorção idade-série no ensino fundamental atingia quase metade dos estudantes de 13 a 16 anos de idade em 2004 (47,1%). Quase dez anos depois, a taxa continua alta, embora tenha caído para 41,4%. Esses alunos estão com dois ou mais anos de atraso escolar, como ressaltou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2014.

As regiões Norte e Nordeste apresentam as maiores taxas de distorção idade-série: 55,2% e 52,2%, respectivamente. Na sequência, está o Centro-Oeste (34,6%), Sul (34,4%) e Sudeste (31,5%).

O documento também mostra que a proporção de estudantes com atraso no ensino fundamental é mais elevada entre estudantes da rede de ensino pública, homens, residentes em área rural e de cor preta ou parda. Além disso, os 20% mais pobres da distribuição do rendimento mensal familiar per capita nacional (1° quinto) possuem taxa distorção idade-série 3,3 vezes maior do que a taxa dos estudantes pertencentes aos 20% mais ricos (5° quinto), fazendo com que o atraso escolar afete mais da metade desses estudantes (54,0%). Distorção idade-série continua alta mesmo após dez anos do último estudo.

(Revista Educação Uol)