quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Palestra de Cesare Battisti patrocinada com dinheiro público foi cancelada

Manifestantes italianos protestam pedindo a extradição de Battisti.
O Brasil abrigou o terrorista.

Para a justiça italiana Cesare Battisti é um criminoso acusado da morte de quatro pessoas. Lá ele foi condenado a prisão perpétua pelos crimes ocorridos na década de 70. Battisti era membro de grupos terroristas. Ele nega a participação nas mortes mas a justiça italiana, durante anos, colecionou provas irrefutáveis e o condenou.

Battisti fez o que todo criminoso faz: veio para o Brasil onde entrou ilegalmente em 2004 e, preso pela Polícia Federal, ficou na cadeia até 2011 quando o Supremo Federal aceitou o pedido do presidente Lula de mante-lo no país como refugiado político. Isso abriu uma crise com o governo italiano. No Brasil foi condenado a 2 anos de prisão, pena revertida a prestação de serviços à comunidade.

Se na Itália o criminoso Battisti é condenado a prisão perpétua, no Brasil ele virou palestrante. E com patrocínio do governo federal cuja presidente também pegou em armas, assaltou bancos e participou de sequestros.

Ontem Battisti participaria de um evento na UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina - denominado "Quem Tem Direito ao Dizer" mas, na última hora, ele mesmo cancelou sua participação decorrente do movimento de protestos públicos iniciados por professores da universidade que consideraram "o evento uma afronta à instituição universitária brasileira".

Os organizadores disseram que a ordem de cancelamento foi dada pelo governo federal. Fábio Lopes da Silva, responsável pelo programa afirmou que o projeto é "dar voz aos malditos, aos proscritos e aos excluídos". Para os críticos é uma maneira de instituir a desmoralização dentro das universidades e uma afronta ao povo brasileiro ver seu dinheiro patrocinando palestras de assassinos.

Reinaldo Azevedo, colunista da Revista Veja faz uma pergunta:

- Quem será o convidado do ano que vem? Marcola? Fernandinho Beira-Mar? Afinal, esses dois são ainda mais “excluídos” do que Battisti. Não contam, não que eu saiba, com o apoio de certa elite universitária e de chefões do petismo.