quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Médica cubana foge e busca asilo

Ramona Matos Rodriguez, médica cubana denuncia contrato: dos
R$ 10.000, ela fica apenas com R$ 800,00. O resto é do governo de Cuba.
Ramona Matos Rodriguez, de 51 anos, médica cubana que trabalha no programa brasileiro Mais Médicos fugiu neste sábado e pediu ajuda para conseguir asilo político. Ela trabalhava em Pacajá, interior do Pará.

Ramona apresentou o contrato de trabalho com o governo de Cuba onde fica demonstrado que os médicos "recebem" R$ 10.000,00 por mês mas ficam somente com R$ 800,00. Cerca de R$ 1.200,00 são depositados numa conta em Cuba que seriam "devolvidos" no retorno ao país. O resto, R$ 8.000,00, fica para uma empresa chamada Comercializadora de Servicios Médicos Cubanos S.A - uma intermediária autorizada pelo governo de Cuba.


Ela confessou-se cansada da exploração pelo regime ditatorial de Cuba. A médica está sob proteção da liderança do Partido Democratas e, segundo Ronaldo Caiado, só sairá de lá se for seguro. O  trabalho dos médicos não foi um convênio firmado com a Organização Panamericana de Saúde, OPAS, como afirmou o governo brasileiro, mas com uma "empresa cubana". 

A médica contou que descobriu que o salário seria de R$ 10 mil mensais somente quando chegou ao Brasil.

— Me senti enganada. Ninguém falou em salários de dez mil reais quando nos contrataram em Cuba.

O caso no Brasil pode ser inédito mas ocorrem constantemente em outros países onde os médicos cubanos são "contratados", como na Venezuela, de onde eles fogem para os Estados Unidos. Quando deixam Cuba para trabalhar em outro país deixam também alguém da família como "refém". Isso evitaria deserções. Os passaportes dos médicos são retidos na embaixada Cubana e normalmente eles são vigiados por espiões enviados pela ilha.

O "grande êxito" da saúde cubana deve-se à propaganda oficial, segundo María Werlau, diretora da organização Archivo Cuba, criado pelo Dr. Constantine Menges. "A saúde em Cuba é péssima para o cidadão até por falta de recursos. A elite do governo e os estrangeiros que pagam em dólar, são bem atendidos mas presos e dissidentes políticos não".

“A saúde em Cuba não é gratuita: isso é um mito. Às vezes os profissionais sugerem que se peça os medicamentos aos familiares no exílio porque não se encontram nas farmácias", diz Berta Soler, técnica em microbiologia.

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