quarta-feira, 6 de março de 2013

Joaquim pede desculpas


Barbosa se desculpa com imprensa

Ministro Joaquim Barbosa
Um incidente marcou a semana de Joaquim Barbosa. Numa abordagem da imprensa, Barbosa teria sido ríspido com um deles, Felipe Recondo, do Estado de São Paulo, para quem pediu para deixa-lo em paz. Instantes depois, uma nota da assessoria de imprensa do Presidente do STF se desculpava por isso.
É mais ou menos assim. Não deve um ministro destemperar-se nem em uma abordagem jornalística ou em seus despachos e decisões. Mas deve sim um ministro reconhecer imediatamente qualquer inconveniência e desculpar-se. E, parece-me, foi o que o ministro Barbosa, publicamente, fez. 

O que vejo são postagens fazendo comparações do tipo "se fosse o Lula ou se fosse a Dilma"... O Senhor Lula fez da sala presidencial, um motel; de uma secretária amante, uma corrupta decidindo como ministro; de um cargo institucional, o quintal de um partido político.
E este senhor, público, foge da imprensa para não explicar. Se é que tem algo para explicar, lamentar, se desculpar.

Quando se tenta justificar práticas criminosas de uns com as ilicitudes de outros é sinal claro e evidente que não há argumentos de defesa. É sinal que se aceita a trapaça que se pratica porque outros já a praticaram. Isso não é prática democrática: é prostituição de ideais. Quem se prostitui assim certamente se prostituirá de todas as outras formas inconfessáveis.

Gostaria, sinceramente, que PSDB e PT (e todos os demais correlatos partidos fisiologistas) explodissem porque são formados - com raras exceções - de homens fracos, frouxos, covardes que não estão preocupados com o bem estar de ninguém.

Vejam os parlamentares: aprovaram o fim do 14º e 15º salários como meio de "melhorar a imagem" diante do povo. Mas a maioria das benesses, tipo plano de saúde vitalício pra ele e toda família, ilimitado, permanecessem.

Não tenho facção, nem direita, nem esquerda.
Deveríamos ser cidadãos e exercer essa cidadania.
Sem afrontas. Mas se for preciso, lutar, com as armas que forem necessárias para que ninguém retire da gente o direito de viver numa democracia.

O link é o áudio que mostra a indelicadeza do ministro com o repórter.
Eis o pedido de desculpas feito pelo Ministro:

“Em nome do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Joaquim Barbosa, peço desculpas aos profissionais de imprensa pelo episódio ocorrido hoje, quando após uma longa sessão do Conselho Nacional de Justiça, o presidente, tomado pelo cansaço e por fortes dores, respondeu de forma ríspida à abordagem feita por um repórter. Trata-se de episódio isolado que não condiz com o histórico de relacionamento do Ministro com a imprensa.

O ministro Joaquim reafirma sua crença no importante papel desempenhado pela imprensa em uma democracia. Seu apego à liberdade de opinião está expresso em seu permanente diálogo com profissionais dos mais diversos veículos. Seu respeito pelos profissionais de imprensa traduz-se em iniciativas como o diálogo que iniciará no próximo dia 07 de março, quando receberá em audiência o Sr. Carlos Lauria, representante do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ), ONG com sede em Nova Iorque.”