sábado, 16 de março de 2013

Efeito contrário: depois dos cortes de impostos, cesta básica sobe


Inflação não cai e Dilma pede consciência aos empresários




O que já se esperava começa a acontecer. Depois de um amontoado de ações na área econômica sem resultados, a presidente Dilma Rousseff torna a apelar para que os empresários tenham consciência e reduzam os preços dos produtos da cesta básica depois que o governo cortou os impostos dos seus componentes. 

Dilma pediu, quando lançou o corte de impostos, que os empresários reduzissem pelo menos 9,25% do preço das carnes, do café, da manteiga, do óleo de cozinha, e em 12,5% a pasta de dentes, os sabonetes, entre outros produtos. 


Uma semana depois do anúncio da medida a cesta básica subiu 0,55% em média, passando de R$ 384,58 para R$ 386,71, segundo pesquisa do Dieese por conta do aumento da inflação carregada pelos aumentos dos preços dos combustíveis, tarifas e outros produtos. Demonstrando descontrole e perda do comando da política econômica, Dilma dispara medidas que não tem resultado na queda da inflação como desoneração de folha de pagamento em alguns setores e corte de impostos de produtos da cesta básica. Ela encontrou na queda da taxa de juros um mote para sua campanha política e é exatamente ai que está o mecanismo utilizado pelos economistas ortodoxos para conter a inflação desde 94, com o lançamento do plano real. Conduzida por Guido Mantega, um economista desacreditado aqui e no mundo, a política econômica de Dilma já está na ante sala da UTI. A gerentona não entende do ramo. A inflação já bateu na porta dos 6,31%.